terça-feira, 24 de agosto de 2010

Treinamento de força terapêutico e profilático.




      A conservação da força muscular oferece com certeza vantagens para as atividades corporais diárias, pois as condições melhoram para um limite de força muscular mais alto. Justamente aquela capacidade de esforço corporal limitada pelo avanço da idade, é uma conseqüência da inatividade levando a diminuição da massa muscular e força. Um treinamento pode contribuir, retardar ou deter a decadência da força e alcançar mais vitalidade e autoconfiança num estado melhor de movimento (locomoção). Com a formação estrutural e o favorecimento funcional dos efeitos – estimulações do treinamento – sobre todos os elementos ativos e passivos do aparelho locomor, abrangendo também os tendões, ligamentos e tecido ósseo, resulta um limite de força muscular mais alto que deve ser considerado no sentido de uma profilaxia de lesões. Muitas lesões musculares e esqueléticas, especialmente aquelas que são causadas pelas atividades esportivas, fazem parte da fraqueza na unidade motora e nos tecidos do sistema de apoio e movimento

        As necessidades e as significativas motivações para um treinamento muscular, com orientação terapêutica e profilática, são bem diferentes. Fortalecimento e modelação muscular no sentido do “Bodybuilding”, não são de interesse para o treinamento muscular terapêutico e profilático. Decisivo não é alcançar uma possível força muscular máxima, mas uma função de movimento que permita uma possível execução sem distúrbio do limite de força muscular na unidade motora diária promovendo uma formação esportiva no tempo livre, conduzindo-se contra uma séria de distúrbios e limitações na saúde. Com um programa de treinamento adequado acaba-se com o déficit, realizando-se as indicações para as finalidades básicas. Assim, pertencem neste ramo do treinamento muscular terapêutico e profilático, os seguintes pontos de vista: conservação, ou seja, melhora da função muscular; evitar a atrofia da inatividade e fraqueza muscular; estabilizar a condução articular; estimular o movimento articular; profilaxia de ferimentos; adaptação aos ossos, cartilagens, tendões, ligações; estimular a consciência e a percepção corporal; estimular a estabilização psíquica e redução da fobia; conservar a funcionalidade de todo o aparelho de movimentação; estimular a capacidade geral de esforço no treinamento total corporal.


W.Schnizer Wien Klin Wochenschr (1993) 105/8: 232-238